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Membros do PCP reuniram-se no Mont'Alto para confraternizar
ÂMBITO REGIONAL - terça-feira, 27 de Julho de 2010 15:50
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Cerca de 140 pessoas, entre militantes e simpatizantes, participaram no domingo no almoço convívio anual do PCP que teve lugar no restaurante Mont’Alto, em Arganil, e que contou com a presença de membros do partido ao nível nacional e distrital. Segundo a Comissão Concelhia de Arganil do PCP, este encontro serviu também parta abordar alguns problemas que preocupam o partido, sendo que passamos a citar a intervenção de José Tiago, presidente da Concelhia de Arganil do PCP:

“Camaradas e amigos
Permitam que, em primeiro lugar, cumprimente todos os camaradas presentes endereçando-lhes um abraço fraterno em nome da Comissão Concelhia e refira também, em termos particulares, os camaradas que estão connosco em representação dos órgãos de Direcção Nacional e Regional do Partido. Refiro-me concretamente ao camarada Albano Nunes, membro do secretariado, da Comissão Política e do Comité Central e Director da Revista “O Militante” e Hermínio Martins, membro do Secretariado e da Direcção da Organização Regional de Coimbra.
De realçar, em segundo lugar, a importância da vossa presença. Num momento particularmente difícil da vida nacional, quer em termos económicos quer em termos políticos. A vossa presença é fundamental nesta iniciativa do Partido. Dizer-vos que o Partido continuará a contar convosco em todas as tarefas e serão muitas, por um Portugal mais fraterno, mais justo e mais solidário. Ou seja um Portugal sem explorados e sem exploradores.
Não é demais realçar a importância que se reveste o reforço do Partido no Concelho de Arganil e a intervenção militante de todos nós junto das populações no esclarecimento desses objectivos. Sabemos que vivemos num Concelho extenso, que nos cria dificuldades de organização mas cremos que, todos em conjunto, havemos de as superar.
Camaradas e amigos
Somos a única força política que tem vindo a questionar os efeitos desta política de direita, promovida alternadamente pelo PS e PSD com o apoio do CDS há mais de 34 anos e que tem sido a grande responsável pela paralisação económica do Concelho, nomeadamente, quanto à estagnação industrial, marcada essencialmente pela crise dos têxteis, da construção civil e no comércio; Pela falta de capacidade para a fixação da população jovem, originada por uma política de baixos salários; Pelo desemprego crescente; Ausência de investimentos criadores de emprego; Baixa escolaridade da população, Baixa qualificação da mão-de-obra; Desertificação das aldeias; envelhecimentos das populações elevado, etc., etc.

Camaradas e amigos
O anunciado encerramento de cerca de 4500 escolas do 1º Ciclo do ensino básico e de dezenas de Jardins de Infância nas quais se incluem, numa primeira fase, Folques, Pomares e Secarias, que irão juntar-se às de Cerdeira, Maladão, Rochel, Sarnadela, Pisão e Vila Cova de Alva, encerradas em 2006 e ainda a anunciada criação de um mega-agrupamento de escolas em Arganil, com encerramento das restantes, no âmbito da chamada reordenação da rede escolar, concluiu-se que se trata de uma medida política que agrava as injustiças a atrasa o Concelho e constitui uma clara afronta ao direito constitucional de igualdade nas oportunidades no acesso à educação e ao sucesso escolar e revela um profundo desprezo pelos direitos dos alunos e dos pais, mas também pelos direitos dos professores.
É, ainda com profunda preocupação, Camaradas e amigos, que assistimos ao crescente empobrecimento das populações, ao aumentos das suas dificuldades, ao seu isolamento e ao acentuar das dificuldades das actividades produtivas, factores que serão, certamente, causas decisivas para que se acelere a desertificação humana neste Concelho. Preocupações que não são de agora. Há muito que vimos alertando para um mundo diferente daquele que todos os dias é propagandeado pelo governo PS e pela direita.
Camaradas e amigos
Cabe-nos a responsabilidade individual e colectiva de contribuir para que se faça uma discussão séria dos reais problemas das populações, porque aquilo a que assistimos desde há 34 anos da parte dos partidos que têm ocupado o poder no País e concelhio, é a utilização de uma fraseologia de reduzido conteúdo prático, sem qualquer estratégia e incapaz de lançar as bases de um crescimento sustentado, é o auto-elogio e discursos de circunstância, eivados de uma profunda hipocrisia.
É pois com alguma estranheza que vemos hoje alguns políticos da nossa praça, manifestarem-se “preocupados” com a “má situação económica” e a promoverem debates porque: “as indústrias estão a degradar-se, o comércio está sem clientes e a agricultura está a desvalorizar-se. A agravar a situação, um dos maiores pólos de vida está na educação, porém está iminente o encerramento do Agrupamento de Escolas de Coja”. Camaradas e amigos, é caso para perguntar onde tem estado esta gente, responsável por esta política há 34 anos, que alternativas apresentam? E que projectos têm para modificar a situação actual? Dizem que há dificuldades mas não assumem os erros e não manifestam qualquer intenção de os corrigirem.
Nós tínhamos razão. Nós temos razão. É preciso mudar esta política, que não serve os interesses do Povo Arganilense e nos está a conduzir ao desastre. A nossa grande tarefa é de mobilização dos trabalhadores e da população em geral para esta necessidade imperiosa, uma nova política que respeito os seus direitos e interesses. Todos em conjunto havemos de conseguir. Contamos com o vosso trabalho, camaradas e amigos.”
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